Perto do rio existia um casarão muito antigo...
Ele estava abandonado há mais de 100 anos...
Sempre que ia passar as férias na casa de sua Avó, ele olhava admirado para aquela grande e a misteriosa casa e dizia:.
- Aposto que ali tem um Mistério..
Aquele menino adorava passar as férias na casa de sua Avó.
Ele gostava de subir num morro que tinha lá, e ficar olhando os meninos de uma Favela brincando com suas pipas.
- Minha Vó disse que, eles moram aí porque não tem pra onde ir. Não sei como aquelas casas não caem lá de cima...
Do mesmo morro, ele podia ver uma coisa que o deixava muito triste e abatido.
Era um lixão, onde os meninos da favela catavam coisas para vender e restos de comida.
E ele pensava:
- Pra comer comida do Lixo só mesmo quem está com muita fome...
Mas, como ele estava de férias precisava se divertir também.
Então ele foi brincar com sua Pipa. Aquela era a sua brincadeira favorita.
Corria pelo mato, descansava um pouco. Corria de novo, e no fim da brincadeira ficava com tanta fome, que repetia o prato.
Sua Avó adorava isso.
Então, uma tarde, o cordão da sua Pipa se quebrou e ela voou para longe.
Ele desesperado correu tentando alcançá-la.
- Preciso pegá-la de volta. Vou atrás e quando ela cair eu pego - ele disse
E correu atrás sempre olhando para cima para não perder de vista.
É claro que ele não conseguiu reaver sua Pipa.
Quando olhou em volta percebeu que estava em um lugar, onde nunca estivera antes.
Então, ao olhar para baixo viu uma coisa que o deixou intrigado.
Era um pequeno Rolo de papel amarrado com uma fita e com uma parte enterrada no chão.
- Deve ter sido a enchente de ontem que o desenterrou - Ele disse enquanto se abaixava para ver o que era.
Ao abrir o pequeno Rolo, ele percebeu que havia achado uma espécie de Mapa.
E quase sem voz de tão surpreso, ele exclamou:
- Essa não, é um verdadeiro Mapa de um Tesouro!
Então ao examinar o Mapa, ele disse espantado:
- Aqui diz que lá no Velho Casarão abandonado existe um Tesouro escondido!
Assim, Sem perder tempo ele saiu pelo mato em direção ao Velho Casarão.
Ao avistá-lo de cima de um morro, ele sentiu um calafrio.
Mas, ele estava muito decidido e disse:
- Vou achar esse Tesouro de qualquer jeito!
Então, ele desceu devagar do morro, e logo chegou no pátio em ruínas da Velha Casa.
- Puxa, ela é bem maior do que eu pensava - disse admirado.
Antes de entrar ele deu mais uma olhada no Mapa e disse:
- Aqui diz que o Tesouro está lá dentro, encondido num quarto secreto.
Assim, ele enrolou o Mapa e empurrou a imensa porta da Casa.
Ao abrir, a porta fez um barulho tão esquisito que ele quase desistia de entrar.
Ele ficou espantado com o tamanho da Casa por dentro.
Viu que tudo estava em ruínas e que havia muitas coisas quebradas espalhadas pelo chão.
Ele então pensou consigo mesmo:
- O que será que aconteceu aqui pra tudo estar abandonado e em ruínas...
Como a luz do Sol entrava pelos buracos no telhado, lá dentro não
estava muito escuro. Ele procurou uma mesa, abriu o Mapa sobre ela, e
pensou:
- Preciso dar mais uma olhada no Mapa para saber o que devo fazer agora
que já estou dentro da Casa... Humm, aqui diz vá pelo corredor que tem a
parede Verde, ache a passagem secreta e procure a parede com uma
Argola...
Não demorou muito para ele achar o corredor de parede Verde.
Quando ele começou a andar pelo corredor, pisou numa tábua solta e esta
acionou um mecanismo que fez abrir uma passagem secreta na Parede ao seu
lado. Ele levou o maior susto, quando viu uma parte da Parede se abrir
sozinha, e exclamou entusiasmado:
- Só pode ser o quarto secreto...
Ele entrou no quarto secreto e viu que o mesmo era um depósito muito antigo, das coisas da Casa.
Outra coisa que ele viu, foi logo abaixo da escadaria, um grande paredão com uma grande Argola presa nas pedras.
Então, muito contente, ele disse:
- É a parede de pedra e a Argola que o Mapa descreve...
Ele Mal via a hora de achar o Tesouro escondido. Como já sabia o que
fazer, subiu sobre uma pedra junto da parede da Argola e disse:
- Conforme está no Mapa, basta puxar com força a Argola e algo vai acontecer...Vamos lá...
E usando toda sua força, puxou a grande argola. Uma Pedra começou a sair do Paredão.
Quando a Pedra caiu da Parede, ele viu que ela escondia um
compartimento secreto. Ao olhar lá dentro, ele mal pode respirar com o
que viu...
Eram vários pequenos Baús todos de Ouro e recheados com centenas de
moedas de Ouro e outras Jóias, e quase sem voz disse:
- É o T-Tesouro Perdido...
E ele decidiu:
- Agora já posso ajudar as Crianças lá do Lixão e também suas Famílias, e minha Vó, Meu Pai, minha Mãe...
Assim, ele colocou parte do Tesouro em um saco e pensou:
- Vou ter que fazer várias viagens para conseguir levar tudo, mas com calma e paciência, eu consigo...
Há
muito tempo, na pequena vila de Águas Claras, todos viviam em perfeita
harmonia. As crianças brincavam juntas perto do riacho e, à noite, se
reuniam em frente a uma casa abandonada, no alto da colina. A casa era o
mistério da vila: nunca alguém havia entrado lá. Mas Molly era muito
curiosa e quando passava em frente à velha casa, dava uma espiadinha.
Os pais diziam que lá não morava ninguém. A garota sabia que não
era verdade, pois sempre sentia um cheiro gostoso saindo dali.
Molly nunca tinha visto a dona da "casinha mágica" - como ela
gostava de chamar -, até que um dia tomou coragem e bateu à porta:
- Quem é? - respondeu de dentro uma voz cansada.
- Sou eu, a Molly - disse a pequena. - Meus pais dizem que aí
não mora ninguém, mas eu sei que a senhora existe e gostaria de
conversar.
- Vá embora. Nenhum dos pais nunca deixará que seus filhos conheçam a minha velha casa.
- Não vou, não - retorquiu Molly. - O cheiro que vem daí é muito
bom e eu estou faminta. Se abrir, posso comer um pedaço de bolo e
depois eu vou embora. Ninguém vai descobrir.
Uma
velhinha com cara bondosa abriu devagar a porta. Quando a pequena Molly
olhou ao redor, ficou maravilhada. Havia biscoitos em forma de coração
por toda a casa, chocolate borbulhando nas panelas e umas bolachas
dentro de uns potinhos. Ainda tinha mel escorrendo de dentro das
vasilhas em formato de ursinhos. Mas o que mais surpreendeu Molly foram
as árvores no fundo do quintal, cheinhas de frutas fresquinhas, que
podiam ser tiradas do pé e saboreadas na hora.
-
Por que a senhora não abre a sua casa para que todos venham aqui ver
todos estes quitutes maravilhosos? - indagou Molly.
- Ah, pequena Molly, infelizmente nem todas as pessoas pensam como
você. Elas acham que o ato de cozinhar por puro prazer é um pecado...
- Pois falarei a todos que no alto deste vale existe uma pessoa
com mãos de fada. E todos, crianças e adultos, virão aqui provar estas
iguarias.
Molly organizou uma festa e não disse
que as comidas seriam preparadas pela senhorinha misteriosa. Todos
amaram as comidas: o amor dava o gosto especial aos alimentos. Desde
então, sempre havia alguém na casa da senhora para aprender a arte da
culinária ou simplesmente comprar alguma das delícias. E a pequena vila
agora se chama "Casa Mágica".
Ariane Bomgosto é jornalista e escritora e entre suas paixões estão os contos infantis
Rogério Coelho ilustra livros infantis desde 2002 para várias editoras em São Paulo e no Rio de Janeiro, e já ganhou prêmios na área.
Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara muitas vezes"!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" pra ser insignificante.
::. - Charles Chaplin - .::
Amo este cara , e acho que isto já diz tudo.